terça-feira, 22 de novembro de 2011

VULVA LA VIDA convida


RETOME A NOITE!

Fazendo referência às manifestações que ocorrem em todo o mundo em protesto à violência contra as mulheres, a expressão “Retome as Noites” é uma resposta não somente a violência física, mas também ao direito de se mover livremente nas ruas de dia ou à noite, sem a insegurança que nos paralisa frente aos casos constantes de assédio, violência física ou verbal.

No dia 25 de novembro de 2011, o coletivo Vulva La vida repete este ato e vai às ruas no Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Mulher para protestar com intervenções urbanas, exibição de vídeos, panfletagem e venda de materiais feministas! É um momento também para arrecadar fundo$ para o festival anual Vulva la Vida, que acontecerá na cidade, entre 24 e 29 de Janeiro. O “retome a noite” ainda conta com shows de bandas soteropolitanas, entre elas a Egrégora, Macumba Love e Bergamota. 

A ação acontece a partir das 19h00 no largo da Dinha, Rio vermelho, e o show começará às 20h. 
Nos concentraremos às 19h do lado do "cachorro" pra de lá seguir com a intervenção urbana pelos arredores, retornando às 20h para dar início ao show. Incetivamos que cada uma leve  lambe-lambes, stencil, frases temáticas, etc! Vambora!


O QUÊ: Retome as noites [show+intervenção urbana+venda de materiais]
ONDE:Largo de Dinha, Rio Vermelho, Salvador/BA. (ao lado do "cachorro")
QUANDO: 25/11/2011 (Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Mulher)
HORA: Show às 20h; intervenção a partir das 19h.

http://festivalvulvalavida.wordpress.com/

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

10ª PARADA DO ORGULHO E CIDADANIA LGBT SE VESTE DE BRANCO PEDINDO PAZ


No dia 06 de novembro a orla entre Cabo Branco e Tambaú vai se transformar na maior onde pedindo paz com a 10ª Parada do Orgulho e da cidadania LGBT de João Pessoa a partir das 16h, reunindo lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e demais cidadãos e cidadãs comprometidos com os direitos humanos, pelo direito à afirmação da identidade de gênero e a livre orientação sexual, no maior evento cultural de visibilidade massiva do Estado.

A 10ª Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa/2011 é uma realização do Movimento do Espírito Lilás – MEL, Associação das Travestis da Paraíba – ASTRAPA, do Grupo de Mulheres Maria Quitéria e co-realização do Fórum de Entidades LGBT da Paraíba.

Ao som de muita música eletrônica, trios elétricos com DJ’s se concentrarão a partir das 16h na altura do balneário do Sesc Cabo Branco, arrastará os participantes até um palco montado no Busto de Tamandaré, onde haverá animadas performances de drag queens, transformistas e shows da Bandas Brasis, Osorno, Diana Miranda, Malu Morena entre outros.

Com o tema “Por uma Paraíba livre da homofobia” – o movimento LGBT convida a sociedade o Poder Público para uma reflexão diante da crescente onda de intolerância, que coloca a Paraíba em 1º lugar no ranking dos Estados brasileiros com 20 assassinatos contra homossexuais só em 2011. “Somente através de um pensamento pacifista é que a gente conseguirá acabar com todas as desigualdades que existem hoje na sociedade, como a violência, a pobreza e a exclusão. É necessário ter uma compreensão que o combate à homofobia está inserido nesta pauta. Com esse evento a gente traz essa discussão pra sociedade: somos todos iguais perante a lei e toda forma de preconceito deve ser criminalizada, afirma Luciano Bezerra, secretário Executivo do Fórum LGBT/PB.

Haverá ainda distribuição de preservativos, materiais informativos sobre cidadania, além de dicas sobre prevenção contra o HIV/Aids, hepatites virais e demais doenças sexualmente transmissíveis.


O que usar? O Fórum LGBT da Paraíba convida os participantes a vestirem branco no dia 06 de novembro.


Estima-se que mais de 70 mil de pessoas ajudarão a levar a bandeira do arco-íris em busca de respeito, dignidade e união. Esse, que é o terceiro maior evento da cidade, terá diversas atividades, que vão desde o discurso de autoridades que falarão da luta contra a homofobia.

No trio da Comissão da Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo da OAB-PB, estarão presentes mães e parentes de vítimas de crimes homofóbicos, que levantam suas vozes contra o ódio e exigem o fim da discriminação e violência na Paraíba.


Dicas de segurança

A Comissão Organizadora da Parada orienta que as pessoas fiquem de olho nos seus pertences. O ideal é levar somente a quantia de dinheiro necessária e evitar andar com objetos de valor (joias, celular, câmera, relógio e etc.). E apenas a identidade, se possível, uma cópia autenticada.


10ª PARADA DO ORGULHO E CIDADANIA LGBT
DOMINGO 06 DE NOVEMBRO DE 2011.
CONCENTRAÇÃO: 16:00 H
LOCAL: PRAIA CABO BRANCO (próximo ao balneário do SESC)
SAÍDA: 18:00 H


Grupo de Mulheres Lésbica Maria Quitéria
Centro Cultural Terceiro Setor Thomas Mindello
Rua: Guedes Pereira, s/n Centro
Cep. 58.010-810 João Pessoa - Paraíba


XI Semana paraibana da Consciência LGBT


A XI Semana paraibana da Consciência LGBT será realizada pelo Fórum de entidades LGBT da Paraíba de 3 a 5 de novembro no auditório da Faculdade de Direito na Praça João Pessoa.

Dia 3, às 19h, a mesa de abertura será composta pelo Movimento do Espírito Lilás (MEL), Grupo de Mulheres Maria Quitéria (GMMQ), Associação das Travestis da Paraíba (ASTRAPA) e pela Comissão da Diversidade Sexual e Homoafetiva da OAB-PB. Às 20h, será proferida a palestra “Conquistas e Desafios da População LGBT” pelo Prof. Dr. Roberto Efrem (CCJ/UFPB) e, às 21h haverá um coquetel.

No dia 4, às 9h acontecem a palestra “LGBT’s e Políticas Públicas: (in) Visibilidade Social, durante a tarde será exibido vídeos temáticos, as discussões em Grupos de Trabalho (saúde, segurança, direitos sociais, trabalho e Geração de renda) e apresentação do ‘Manual de Comunicação da ABGLT’ para imprensa.

A semana encerra no dia 5 de novembro com a plenária das entidades que compõem o Fórum LGBT da Paraíba e dia 6 (domingo) com a realização da X Parada do Orgulho e da Cidadania LGBT.





quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Conversa sobre violência.

Hoje pela manhã fiquei profundamente consternada com a exibição de duas matérias no Jornal do SBT Manhã. Ambas falavam sobre violência e ambas tinham mulheres envolvidas (tentarei postar os vídeos após liberação da emissora).

A primeira reportagem cruel falava da violência cometida por um ex-parceiro que aos socos e agressões verbais por pouco não conseguiu matar a jovem que teve ainda sua casa ateada de fogo. Com os cabelos cortados pelo agressor a jovem denunciou o descaso da polícia e foi ao telejornal mostrar a quase falência de seu corpo. Teve coragem, não escondeu a casa, não cobriu seu rosto. Ao contrário, mostrou todas as marcas da violência. Conseguiu escapar da morte com a fuga do agressor que ainda não foi encontrado pela polícia, mas que já havia sido denunciado pela vítima.

A única falha nesse primeiro caso foi a emissora ou até mesmo a vítima não terem exposto a cara do bandido agressor. A agredida, vítima que mancava ao conversar com o repórter não preocupou-se com sua imagem. Por que? E a imagem do agressor, por que escondê-la? Por que nos privar da mesma?

A segunda reportagem veiculada logo em seguida e penso que até propositalmente exposta desta forma, mostrava uma mãe agressora que ao repreender seu filho lhe queima o rosto com uma colher de pau. Não se educa filho desta forma, mesmo com o erro do garoto de 9 anos não se agride nenhum ser humano de forma alguma. O rosto semi exposto da criança ressaltava o olho queimado e a agressora negava o crime. Crime provavelmente cometido por essa mãe de uma família e classe social desestruturada acostumada com a violência, o que não é desculpa para nada.

A mãe-agressora deve ser punida, deve ser exposta e deve perder a guarda dessa criança antes que a mesma cresça acreditando que violência gera violência, enquanto deveria aprender que gentileza gera gentileza. Mas, voltando ao primeiro caso pergunto e deixo a reflexão para vocês: por que o agressor da primeira reportagem não teve o mesmo "cuidado" aos ser exposto e a mulher da segunda reportagem sim?

Não estou defendendo a mãe-agressora entedam! Mas, defendendo a divulgação da imagem de todos os tipos de agressores. Não só de mulheres e crianças, mas de homens, idosos, homossexuais, nordestinos e tantos outros.

Vamos refletir sobre isso.

Carol Cavalcanti.

Encontro de gênero na UFPB.

Maiores informações podem ser conferidas em http://www.seminariogeneroufpb.org/

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Instituto de Direitos Humanos da Catalunya abre inscrições para bolsas de estudo

O Instituto de Direitos Humanos da Catalunya está com inscrições abertas para o 30º Curso de Direitos Humanos, que será realizado na cidade de Barcelona entre os dias 5 e 23 de março de 2012.
 
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Os interessados em concorrer à bolsa deverão morar em algum país da América Latina e ter experiência na promoção e defesa dos direitos humanos, principalmente como ativistas. É imprescindível que o candidato tenha conhecimentos em espanhol ou catalão.
 
Além de isenção da matrícula, o selecionado terá direito a hospedagem na cidade de Barcelona durante as três semanas de duração do curso e 1500 euros para cobrir gastos com passagens.
 
Para participar, o candidato deverá preencher o formulário de inscrição on-line, disponível na página do IDHC. Durante o processo de inscrição, o interessado deverá apresentar documentos que comprovem seu grau acadêmico, curriculum vitae, até duas cartas de recomendação e carta de motivação que explique o motivo pelo qual você quer participar do curso, falando de seus méritos e de como irá aplicar o conhecimento adquirido.
 
As inscrições estarão abertas entre os dias 17 de outubro e 3 de novembro. O resultado estará disponível a partir do dia 21 de novembro na página do IDHC e também através de e-mail dirigido a todos os inscritos no processo de seleção.
 
 

http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2011/10/17/878546/instituto-direitos-humanos-da-catalunya-abre-inscrices-bolsas-estudo.html  

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Companheiras,

Fizemos um projeto para conseguir garantir recursos para a presença brasileira no próximo encontro internacional da MMM, que será nas Filipinas, em novembro. É um projeto de financiamento colaborativo, pela internet.
É preciso divulgar este link
http://catarse.me/pt/projects/366-feminismo-no-mundo para muitas pessoas que a partir daí podem contribuir com qualquer valor acima de R$10,00. Temos até o dia 21 de outubro para arrecadar todo o dinheiro.
Por isso, vamos divulgar para nossas companheiras e companheiros que tem sido parceiros da nossa luta para mudar o mundo e mudar a vida das mulheres!

Saudações feministas,

Marcha Mundial das Mulheres

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Comunicação e Cultura para as Mulheres

CONFERÊNCIA TEMÁTICA COMUNICAÇÃO E CULTURA PARA MULHERES

Caras,

Com objetivo de contribuir para elaboração do Plano Estadual de Política para Mulheres estamos reunindo sábado, dia 1º de outubro, das 9 às 17 horas, no auditório de Sintep em João Pessoa (em frente à Kamélia Centro). Vamos aprofundar a discussão sobre Comunicação e Cultura. Ao final esperamos colher propostas para serem apresentadas durante a III Conferência Estadual de Política para Mulheres (dias 13 a 15 de outubro) e aprovarmos a plataforma de Comunicação e Cultura para a Conferência Nacional de Mulheres.

PROGRAMAÇÃO
9 h – Boas vindas – apresentação
9:30 - Comunicação, Cultura e Subjetividades
10:00 – A imagem da Mulher na Mídia
12:30 – Almoço
14:00 – Comunicação e Cultura Digital
15:00 – Marco Regulatório e Democratização da Comunicação e da Cultura
16:00 – Plenária para a aprovação da plataforma das mulheres para o tema comunicação e cultura. * As discussões serão realizadas em forma de rodas de diálogo; * A secretaria Municipal da Mulher João Pessoa vai fornecer almoço para as participantes.

 Att. Sônia Lima Rede de Mulheres em Comunicação/AMARC.
Marcela Sitônio Associação Paraibana de Imprensa.

domingo, 2 de outubro de 2011

Violência contra as mulheres no Rio de Janeiro

Um terço dos homens no Morro dos Prazeres já agrediu uma mulher 
 1/10/2011 14:40, Por Redação, com ACS - do Rio de Janeiro
Correio do Brasil - Ano XI - Nº 4292

Mais de 35% dos homens entrevistados em uma comunidade do centro do Rio de Janeiro disseram que já praticaram algum tipo de violência contra as próprias parceiras em algum momento da vida. Mas só 20% dos casos foram denunciados. A informação faz parte de um levantamento divulgado neste sábado pela organização não governamental (ONG) Promundo, que retrata o cenário de violência contra a mulher no Morro dos Prazeres, em Santa Tereza, região central do Rio de Janeiro. A pesquisa revela que 65% dos homens entrevistados já presenciaram parentes, amigos ou conhecidos cometendo algum tipo de violência contra mulheres. Mais de 40% relataram que a violência testemunhada foi praticada contra a mãe do agressor. De acordo com Márcio Segundo, coordenador de pesquisa e avaliação do Promundo, “os dados mostram que muitos dos homens que cometem violência contra a mulher foram testemunhas dos pais cometendo violência contra as mães”. Para ele, “a base de tudo é o machismo e se a gente não fizer um trabalho para mudar a cultura do machismo, essa realidade não vai mudar muito”. O coordenador da ONG considera que é preciso ir além da informação. – Existem pesquisas que mostram que mais de 90% dos homens conhecem a Lei Maria da Penha (que criminaliza violência doméstica), mas, mesmo conhecendo, continuam cometendo violência. A informação é importante, mas não é a única ferramenta. O lado punitivo pode fazer com que (os agressores) parem com isso, mas não tem sido suficiente – disse. Além de apresentar a pesquisa, a ONG lançou neste sábado um campeonato de futebol de salão na comunidade. O objetivo era atrair, principalmente, os homens, para tratar sobre o tema e anunciar uma campanha de prevenção da violência contra mulheres no Morro dos Prazeres. Desde julho, alguns homens da favela estão participando de debates sobre mudança de comportamento. – Quando os homens participam, uma vez por semana, das oficinas, isso começa a fazer com que reflitam sobre seu posicionamento. Toda relação tem conflito, mas o conflito não pode ser resolvido por meio da violência. Uma das dicas que a gente dá é: sai de casa, vai dar uma caminhada. Isso é um dos exemplos que a gente oferece na nossa oficina – explicou. Márcio Segundo explicou que essa estratégia já foi implementada em duas comunidades carentes da zona sul do Rio de Janeiro. Segundo ele, no Morro Dona Marta, a parcela de homens que confessou praticar algum tipo de violência contra as parceiras caiu de 27% para 9%, considerando os levantamentos feitos antes e depois do período de oficinas, que durou um ano.